Diego Lugano queria mais. Sonhava em levar o Uruguai à final. Mas não conseguiu. Com uma lesão no joelho direito, foi obrigado a ver do banco de reservas a equipe perder a vaga na decisão para a Holanda. Não lamenta. Tem consciência de que ele e seus companheiros cumpriram o papel na Copa.
“Acho que podemos falar em respeito recuperado. Não só por aonde chegamos, mas pela forma como jogamos. Corremos muito, mostramos garra, mas sempre com inteligência”, afirmou, em entrevista à “Folha de S. Paulo”.
Não foi fácil ver a partida de fora do campo. Lugano tentava se controlar para não entrar em campo. Não deu certo. Acabou entrando, mas para reclamar da arbitragem, que, segundo o zagueiro, estava sendo condescendente com os jogadores holandeses.
“Acompanhar tudo do banco é ainda mais difícil. Dá muita bronca ver o time perder e sentir essa impotência. Mas fiquei orgulhoso do que fizeram os companheiros. No final, invadi para falar sobre alguns detalhes. Eles entraram em todas as bolas com a sola do pé para cima, com os cotovelos abertos. O juiz deu mão do Cavani, e, em lance igual para o outro lado, deixou seguir”, criticou.
Fora da briga pelo título, Lugano não acha que seus colegas poderiam ter feito mais do que fizeram contra a Holanda.
“Não faltou nada. O primeiro gol é um chute de 40 metros, nem com cinco goleiros se defendia. No segundo, há um impedimento. E o terceiro, sim, uma grande jogada”, disse.
Fonte: ESPN Brasil

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